Se quem brilha é o produto, tudo começa em quem o produziu, oras.
É louco isso, né? A gente não foi ensinado sobre a importância de quem produz os nossos alimentos lá no início da cadeia de produção (será que é de propósito?). Quando você era criança, chegou a visitar a fazenda que plantou os vegetais da merenda da sua escolinha? Quando você vai a um fast food de grandes redes, consegue encontrar o nome de quem criou o boi do seu hambúrguer?
Quem faz Cozinha de Produto então, tem como uma das missões fazer conhecido o labor de seus produtores. De mostrar que, sem eles, o mundo seria dominado por grandes corporações do agro - que pasteurizam, condensam e pioram os nossos alimentos.
Inclusive, nesse rolê todo, existe uma diferença gritante entre o grande agro e o pequeno agro (não é todo agro que é do mal). O grande agro é quem cultiva alimentos com toneladas de veneno, com hormônios e métodos de manejo insustentáveis - que fazem a sua maçã ter gosto amargo e fazer “fronk” em vez de “crec”, e que colocam manga o ano inteiro no mercado, em vez de só dezembro a março (sim, manga não dá o ano inteiro). O pequeno agro é feito pelos pequenos produtores, que são os que produzem de maneira mais sustentável, com técnicas de manejo que favorecem a biodiversidade. São eles que dão vida à nossa agricultura familiar,
É essa galera que a gente quer tornar famosa. São as mulheres bravas e incríveis que cultivam o café que torramos aqui, são os produtores artesanais de charcutaria que nos fornecem bacon feito com reverência e cuidado. São as pessoas que fazem girar nossa economia com trabalho honesto - que faz bem ao planeta, ao nosso estômago e espírito. São nossos verdadeiros heróis.